• Marcelo Madeira

A hipótese Bootstrap de Geoffrey Chew

Segundo o entendimento da Física Quântica, tudo, absolutamente tudo, é energia. Energia se propaga em ondas, ondas emitem vibração. Portanto, estamos sim, de certa maneira, interconectados energeticamente. Nossa vibração se confunde com outras tantas vibrações emanadas no universo ao nosso redor. Por isso, é correto afirmar que sim, estamos todos conectados. Dentro desse novo paradigma, a vida é uma teia de intricadas relações.


Sendo assim, não cabe mais o paradigma regente, aquele que nos separa do outro ou da própria natureza, e pior, esse paradigma que nos separa da natureza legitima a exploração do outro e do meio ambiente. Porque é disso que se trata. É o que eu chamo de Paradigma da Separabilidade, o paradigma que endossa a conduta exploratória e, porque não dizer, predatória do ser humano.


Por essas e por outras, a Física Quântica nos liberta dos paradigmas do Materialismo Científico, da visão mecanicista que moldou as nossas vidas por séculos a fio.

O biólogo Geoffrey Chew elaborou uma teoria sistêmica que ficou conhecido como a hipótese Bootstrap ou, na tradução livre, a hipótese dos Cadarços da bota.


Seus estudos mostraram que o mundo subatômico tem se mostrado mais complexo do que os blocos de construção da matéria, como a ciência, um dia, chegou a acreditar. As partículas têm se mostrado mais como processos dinâmicos do que como simples objetos.


A física das partículas não pode ser reduzida a entidades fundamentais, como partículas elementares ou campos fundamentais; ela deve, em vez disso, ser compreendida através da autoconsistência ou autocoerência. Ou seja, cada partícula existe em função da existência das outras, cada qual ocupando o seu devido lugar, e de uma maneira coerente consigo e com as demais.


Portanto, a hipótese Bootstrap, concebida por Geoffrey Chew, põe abaixo o paradigma mecanicista.


Com isso, a Física Quântica, abre as cortinas de um mundo muito mais similar a uma estrutura de pensamento (permeado de correlações neurais) do que uma simples máquina movida a engrenagens e princípios mecânicos.



A vida é muito mais do que isso! Nosso corpo é muito mais do uma engrenagem mecânica, somos muito mais do que meros robôs ou meras “máquinas biológicas”.


Assim sendo, esperamos com muito otimismo que os cientistas, cada vez mais, tenham a coragem de transferir os conhecimentos da física quântica para a vida cotidiana.


 


Artigo de Marcelo Madeira

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