• Marcelo Madeira

Duas visões de mundo

Física quântica hoje perambula nos bares, nos salões de beleza, nos grupos de WhatsApp, nas rodas familiares, enfim, em tudo que é lugar hoje, se fala de Física Quântica.


E o que é mais incrível, o debate de Física Quântica transcende qualquer rótulo, vínculo ou área do conhecimento humano. A busca pelo entendimento da Física Quântica não se limita a nenhuma religião, corrente filosófica ou à academia de ciência.


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A razão para tal fenômeno se dá muito em função do interesse e curiosidade que a Física Quântica desperta em pessoas em busca de um novo olhar perante a vida, uma fagulha que nos liberte da padronização, da robotização, da mesmice de todas as coisas. Existe uma saturação no ar e o desejo da possibilidade real de novos mundos.


Assim, a Física Quântica atrai pessoas em busca da liberdade de pensamento, da espiritualidade sem doutrinas ou dogmas, uma vez que, muitas, ou praticamente grande parte das teorias místicas dos textos sagrados vem sendo comprovados paulatinamente desde meados dos anos 90.


É notória a aproximação estreita que se faz entre Física Quântica e Budismo, por exemplo. E não só isso, mesmo muitos trechos da Bíblia trazem citações em forma de parábolas que hoje estão sendo mais compreendias à luz da ciência quântica.


Isso porque a Física Moderna trouxe a um patamar, antes inédito na história, a Consciência como objeto de estudo.


A consciência tem aos poucos, baseado em fortes evidências científicas, deixado de ser apenas consequência das atividades cerebrais e passado a ser considerada como um conglomerado de energia e informação que não está localizada no cérebro. Ou seja, a consciência é não-local.


A Física Quântica é, de fato, cheia de bizarrices. E chega no início do século 20 para quebrar diversos paradigmas, como por exemplo, a noção de que vivemos num mundo onde “tudo advém da matéria”, muito pelo contrário o mundo que a Física Quântica revela é um mundo “não tão material assim”.


Artigo de Marcelo Madeira